
Muito boa noite aos futuros muitos leitores do em breve mais famoso blog que ao menos eu já vi!
Não é meu objetivo aqui ficar descrevendo como estou vivendo agora, se fosse isso eu estaria no twitter, mas apenas pra deixar todos no mesmo fio da faca para destrincharmos juntos as entranhas de uma tema assaz interessante, lhes digo que recentemente passei alguns dias de recesso e isso ajuda muito a criar poções magicas no imaginário infitnito. Como estive afastado por um leve problema de saúde, veio a tona nos idas que fiquei de molho, "ter e não usar, é o mesmo que não ter".
Muito agradecido a vida por ter sido apenas um leve susto e não algo crônico, me despertei para as inúmeras deficiencias que nós vamos autodesenvolvendo com as manias de cada dia. Durante os longos dez dias que fique sem poder comer uma dieta considerada normal, percebi como esse momento deve ser bem tratado, um ritual, digno de tradições no preparo, consumação e digestão. Eu já estava feliz por ter alcançado sozinho este degrau de lucidez (ou seria o contrário?), e como prova de que toda iniciativa será premiada pelo universo com uma ajudinha inesperada, a mente brilhante de um alma que não deixa por menos regalou minha existência blogueira com um pensamento de "o mal que faz não viver a vida".
Mundo, calma, minha reação foi a mesma. Você já parou pra pensar que tem zilhões de amigos em orkuts, msns, twitters, facebooks, é a era da informação, da interatividade... mas e quantos amigos, colegas, companheiros você costuma ter durante a semana em um momento mano a mano? Quantas ocasiões especiais como matar saudade de um amigo, como ter batido a meta do mês, como ter feito o melhor projeto no trabalho, na escola, ou flme em cartaz, o gol que não foi, a cueca que tinha e a que não tinha dinheiro foram brindadas? Quantas risadas foram proporcionadas por uma pessoa ao vivo em sua frente e quantas vezes você a multiplicou? O mal de não viver não ficar doente, perder dinheiro em um negocio, perder o grande amor da vida e saber que é irreversível, a morte. O grande mal é nos deixar ser levados pela enxurrada de medo e de limitações que automatica e sistematicamente vamos impondo cruelmente sobre quem nós mais amamos, ou ao menos deveriamos, que somos nós mesmo.
O que custa viver sem medo? O "custo benefício" de não viver a vida é friamente negativo. Ir a cada dia dormir cansado por ter se experimentado no limite, é bem melhor que acordar sempre cansado de dormir!

